Huberto Rohden

Huberto Rohden
Professor Rohden

Pesquisar este blog

Seguidores

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Que é ser feliz?

Que é ser feliz?


Ser feliz é estar em perfeita harmonia com a constituição do Universo, consciente ou inconscientemente. A natureza extra-hominal é inconscientemente feliz, porque está sempre, automaticamente, em harmonia com o universo. Aqui na Terra, só o homem pode ser conscientemente  feliz e também conscientemente infeliz.


...Com o homem começa a bifurcação da linha única da natureza; começa o estranho fenônemo  da liberdade em meio à universal necessidade. A natureza só conhece um dever compulsório. O homem conhece um querer espontâneo,seja rumo ao positivo,seja rumo ao negativo.


O desejo universal é a felicidade-e, no entanto, poucos homens se dizem felizes. A imensa maioria da humanidade tem a potencialidade ou possibilidade de ser feliz-poucos têm a felicidade atualizada ou revisada...


Qual a razão última por que muitos homens não são felizes, quando o poderiam ser?


Passam a vida inteira marcando passo no plano horizontal do seu ego externo, e ilusório-nunca mergulharam nas profundezas verticais do seu Eu interno e verdadeiro. E quando a sua infelicidade se torna insuportável, procuram atordoar, esquecer, narcotizar temporariamente esse senso e infelicidade, por meio de diversos expedientes da própria linha horizontal, onde a infelicidade nasceu...


Camuflar com derivativos e escapismos a infelicidade não é solucionar o problema; é apenas o mascarar e transferir a infelicidade para outro tempo- quando a infelicidade torna a se manifestar com redobrada violência.


Remediar é remendar-não é curar,erradicar o mal.


A cura e a erradicação consiste unicamente na entrada em uma nova dimensão de consciência e experiência. Não consiste em uma espécie de continuísmo- mas sim em um novo início, em uma iniciativa inédita, numa verdadeira iniciação...


Todos os mestres da humanidade afirmam que a verdadeira felicidade do homem, aqui na Terra, consiste em "amar o próximo como a si mesmo". Ou então em "fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam."


Existe essas possibilidade de eu amar meu semelhante assim como me amo a mim mesmo?
Em teoria,muitos o afirmam; na prática poucos o fazem.
De onde vem essa dificuldade?


Da falta de um verdadeiroa autoconhecimento. Pouquíssimos homens têm uma visão nítida da sua genuína realidade interna; quase todos se identificam com alguma facticidade  externa, com o seu ego físico, seu ego mental ou seu ego emocional. E por essa razão não conseguem realizar o amor-alheio igual ao amor-próprio...


Amor-próprio não é necessariamente egoísmo. Egoísmo é o amor-próprio exclusivista, ao passo que o verdadeiro amor-próprio é inclusivista, inclui todos os amores-alheios no seu amor próprio, obedecendo assim ao imperativo na natureza e à voz de todos os mestres espirituais da humanidade.


Enquanto o homem marca passo no plano horizontal do seu ego, o que pode haver em sua vida é guerra e armistício-mas nunca haverá paz... O ego ignora totalmente o que seja paz. O ego de boa vontade assina armistícios temporários, o ego de má vontade declara guerra de maior ou menor duração-. mas nem esse nem aquele sabem o que seja paz...


Paz e alegria duradouras nada têm de ver com guerra e armistício, que são do ego, de boa ou má vontade; a paz e a alegria permanentes são unicamente as do Eu divino no homem.


Onde não há autoconhecimento, experiência da realidade divina do Eu espiritual, não há felicidade, paz, alegria, Enquanto o homem conhece apenas o seu ego físico-mental-emocional, vive ele no plano da guerra e do armistício; quando descobre o seu Eu espiritual, faz o grande tratado de paz e alegria no templo da Verdade Libertadora...


Os mestres também deixaram perfeitamente claro que essa paz durável, sólida, dentro do homem e entre os homens, não é possível no plano meramente horizontal do ego para ego, mas exige imperiosamente  a superação desse plano, o ingresso na ignota zona da verticalidade do Eu. Os grandes mestres, sobre tudo o Cristo, não convidaram os seus discípulos apenas para passar de um ego de má vontade (vicioso) para um ego de boa vontade( virtuoso)-a mensagem central de todos os mestres tem um caráter metafísico, ontológico, cósmico; é a transição de todos e quaisquer planos horizontais-ego para a grande vertical do Eu da sabedoria, do "conhecimento da Verdade Libertadora..."


O ego de boa vontade é, certamente, melhor que o ego de má vontade-, mas só o Eu Sapiente está definitivamente remido de todas as suas irredenções e escravidões. Somente a Verdade, intuída e vivida, é que dá libertação real e definitiva...

O caminho da felicidade,páginas 17 a 21-Segunda edição 2005,editora Martin Claret

Nenhum comentário:

Postar um comentário